Mais de US$ 1,1 bilhões em criptomoedas foram roubados no primeiro semestre

No último domingo (10/06), cerca de US$ 40 milhões em criptomoedas foram roubados por hackers de uma corretora sul-coreana, a Coinrail, segundo a agência de notícias especializada no mercado Coindesk. O valor eleva o resultado da pesquisa feita pela empresa de segurança Carbon Black, a qual estimou que mais de US$ 1,1 bilhões já foram furtados no primeiro semestre de 2018.

Em uma matéria da CNBC, o estrategista de segurança da Carbon Black, Rick McElroy, disse que é “surpreendente como é fácil, sem qualquer habilidade tecnológica, cometer cibercrimes como ransomware“. O relatório elaborado aponta que hoje, na deep web, existem cerca de 12 mil mercados e 34 mil ofertas relacionadas a criptotransmissão para os hackers escolherem.

A Carbon Black afirma que, depois das corretoras, as empresas compõe o maior alvo dos ataques. Os assaltantes invadem o sistema interno das companhias e exigem criptomoedas para liberarem os controles. Cerca de 44% dos pagamentos foram feitos em Moreno, uma moeda virtual menos conhecida, mas com maior privacidade e dificuldade de rastreamento.

exchange japonesa Mt.Gox, a maior bolsa de bitcoin antes de pedir falência em 2014, sofreu o primeiro ataque de alta visibilidade do mercado, perdendo 750 mil BTC de seus usuários e mais 100 mil próprios. Em dezembro de 2017, a sul-coreana Youbit perdeu 17% das suas criptomoedas, levando a sua controladora Yapian a pedir falência logo em seguida. Outros US$ 530 milhões também foram roubados da japonesa Coincheck em janeiro deste ano.

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